Restaurante A Tapadinha

Em Lisboa os restaurantes russos não abundam, apenas tenho conhecimento do Kalashnikov na Mouraria e o restaurante “A Tapadinha” em Alcântara, sendo este o que finalmente experimentei. É certo que é gerido por portugueses mas a cozinha está nas mãos dum cozinheiro russo e pelos vistos é possuidor dumas mãos mágicas tal o elogio que as nossas papilas gustativas lhes deram!

O espaço é pequeno, cabem talvez umas 25 pessoas mas existe um segundo salão na cave para mais de 50 pessoas que eles costumam reservar para grupos e não só. Quanto ao espaço do R/C as cores dominantes são o branco, o preto e o vermelho, com as paredes forradas com cartazes de inspiração soviética o que dá a sensação de estarmos em Moscovo nos anos 70, mas com toques de modernidade. A hora do almoço é bastante sossegada sendo que as horas de jantar são bastantes concorridas pois o restaurante também funciona como bar bastante procurado pela diversidade de vodkas, havendo necessidade de fazer reservas caso se queira visitá-lo à Sexta-feira ou ao Sábado.

A Tapadinha

A atendimento é simpático quanto baste, um pouco lento até. Dá para as encomendas… A ementa é variada mas à noite parece haver ainda mais escolha. Os pratinhos de petiscos são baseados em queijos enriquecidos com ervas aromáticas e eu aconselho vivamente a experimentar. A carta dos vinhos está bastante enriquecida pelas variedades de vodka e em especial, pelas vodkas aromatizadas com frutos ou ervas aromáticas, sendo produzidas lá na casa. Tenham algum cuidado com o tipo de aroma que escolhem com o vodka pois alguns deixam-nos logo bem dispostos. Escolhemos o vodka com limão e após dois shots antes dos petiscos percebemos que o limão é danado de perigoso :)

Pão

Quanto aos pratos deixámos-nos recomendar pela casa e ficámos bastante agradados com o que comemos, um frango Kiev recheado com vegetais:

Peito Frango Kiev recheado com Vegetais

E um lombo porco panado com nozes e creme, que estava simplesmente divinal:

Lombo Porco Panado com Nozes e Creme

Achei muito interessante e saboroso a variedade de ingredientes colocados em cada prato, obrigando-nos a tentar descobrir quais os elementos e como foram preparados em cada prato. As sobremesas são muito interessantes mas as panquecas russas demoram um pouco a chegarem à mesa.

A despesa por pessoa não é elevada face às descobertas de sabores russos que experimentámos. A voltar, definitivamente!

Preço médio: €20
Atendimento: Satisfatório
Estilo: Moderno com influencia soviética anos 70
Pratos: Russos
Classificação pessoal: 8/10

Pão Peppermint

Ao virem ler este post devem estar-se a perguntar que raio é um pão “peppermint”! Nada mais simples, um pão com um sabor a menta, tipo chocolate After-eight. O pão parece-se com um brioche, com uma ligeira cor esverdiada (o licor é esverdeado) e um leve sabor a menta.
Eis uma foto de como ele ficou antes de ser devorado:

Pão Peppermint I

Ingredientes:
100ml licor menta
10ml vodka
190ml água
2 colheres sopa leite em pó
2 colheres sopa azeite
3 colheres sopa açúcar amarelo
1 colher sobremesa sal
500g farinha trigo
2 colheres sobremesa fermento seco

Preparação:
Colocar todos os ingredientes na cuba da MFP pela ordem acima indicada, escolher o programa “Amassar” e deixe acabar. Caso não tenha crescido pelo menos para o triplo, deixe a massa na cuba mais algum tempo. A MFP manterá a temperatura de levedação mais algum tempo e a massa continuará a crescer. Quando tiver crescido o suficiente, selecione o programa “Cozer” e deixe terminar. Sirva-se quando arrefecer…

Pão Peppermint II

Servidos?

Olha, olha…. ganhei um prémio com o meu Blue Hawaii

E não é que hoje fui surpreendido pelo Cozinhar Fácil por ter vencido um prémio pela criação do Pão Blue Hawaii?????!!!! Uau!
Esta beleza de pão tem sido um sucesso cá por casa junto com o Pão Pisang Ambom, mas chegar ao ponto de ganhar um prémio com ele, é obra!

Pão Azul

Daqui vai uns parabéns para os outros premiados e agora vou tratar de criar outros pães saborosos e quiçá, vitoriosos :)
Entretanto vou arranjar um pequeno espaço para o prémio :)

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Restaurante Espaço Açores

A fama era grande e a oportunidade aconteceu, fui visitar o restaurante e saborear um pouco da cozinha açoriana a este espaço localizado no mercado do Largo da Boa Hora. O restaurante Espaço Açores é pequeno, com meia centena de clientes fica a casa cheia, a decoração com motivos açorianos é omnipresente mas muito bem arranjado e uma vista maravilhosa sobre o rio Tejo através duma generosa janela.

O atendimento é excelente, sempre solícitos a qualquer pedido ou dúvida dalgum cliente. Fomos devidamente esclarecidos num tom bem simpático e instrutivo pelo Sr Alfredo Alves sobre a natureza dalguns pratos, das diferenças dos vários vinhos das várias ilhas açorianas e fomos presenteados com boas entradas, prato de peixe e de carne e umas excelentes sobremesas, tudo típico da gastronomia açoriana. Umas autenticas iguarias, devo confessar!
A ementa é vasta mas para quem procura o famoso cozido das Furnas, informo desde já que é apenas servido à Sexta-feira e ao Domingo, sempre ao almoço.
A despesa é um pouco mais elevada mas os pratos ali elaborados valem bem a pena. A voltar!

Preço médio: €20/25
Atendimento: Simpático e esclarecido
Estilo: Moderno com influencia açoriana
Pratos: Regional (Açoriano)
Classificação pessoal: 8/10

Torta Doce de Amoras

Ando sempre a cozer pães ou bolos diferentes, poucos são os que não passam na nota e ficam na lista para serem repetidos, mas a vontade de fazer outros diferentes ultrapassa a vontade de repetir os já feitos.
Hoje lá optei por repetir um pão doce embora com algumas alterações e o resultado foi excelente:

Tôrta Doce de Amoras I

Tôrta Doce de Amoras II

Embora possa parecer ser difícil de o fazer e de ser trabalhoso, não o é! Antes pelo contrário e eis a receita:

Ingredientes:
200ml água
150ml leite magro
2 colheres sopa azeite
2 colheres sopa leite em pó
2 colheres sopa açúcar amarelo
1 colher sobremesa sal
1 colher sobremesa canela
500g farinha trigo
50g farinha Custard
2 colheres café fermento seco

Preparação:
Começa-se por colocar na cuba da MFP todos os ingredientes pela ordem acima descrita, escolher o programa “Amassar” ou equivalente. Após terminar o programa retira-se a massa da cuba e estende-se ela sobre uma superfície lisa previamente enfarinhada. Assim que estiver estendida, barra-se sobre ela um doce ao vosso gosto embora eu tenha optado pelo doce de amora. Enrola-se depois a massa de modo a torná-la um rolo cilíndrico. Corta-se o rolo em 5 ou 6 pedaços criando assim pequenas tortas e depositam-se na cuba da MFP meio desordenadas. Deixam-se lá quietinhas uma boa meia hora para crescerem e se misturarem umas com as outras e depois seleciona-se o programa “Cozer” e é só retirar após acabar o programa.

Eu tenho por hábito de dar um pouco de calor para que o crescimento seja mais rápido: se for para cozer no forno deixo-o com 50º e deixo lá a massa crescer meia hora; se for na MFP seleciono o programa “Cozer” uns 2 ou 3 minutos e depois desligo a MFP e deixo lá assim a massa a tal meia hora.

Eis a delícia com e sem flash mas com o mesmo sabor :)

Tôrta Doce de Amoras III

Tôrta Doce de Amoras IV

São servidos?? Respondam rápido ou acaba-se!

EA – Fundação Eugénio de Almeida 2008 (Tinto)

Um vinho agradável para o dia a dia, mas sem deslumbrar. É o vinho de entrada da adega da Cartuxa e está, naturalmente, vários furos abaixo dos outros (Foral, Cartuxa ou Pera Manca), e creio que o preço está um pouco inflacionado pela “marca”.  Há qualidade e recomendo-o, no entanto por este preço existem outros vinhos melhores.

Região: Regional Alentejano

Castas: Aragonez, Tricadeira, Castelão e Alicante Bouschet

Produtor: Fundação Eugénio de Almeida

Preço: Entre 4€ a 7€.

Álcool: 13,5%

Rótulo: A Fundação Eugénio de Almeida é uma instituição particular de solidariedade social fundada em 1963 pelo Eng. Vasco Maria Eugénio de Almeida, conde de Villalva. Na adega Cartuxa produziu-se este vinho a partir das castas Aragonez, Trincadeira, Castelão e Alicante Bouschet.

Notas de prova:  Cor rubi vivo, com aroma ligeiro a fruto vermelhos, sabor macio e jovem.

Acompanha bem: Carnes grelhadas, queijos. Servir a 16-18ºC.

Data de prova: 08.01.2009

Classificação Pessoal: 13,5

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Pão de Centeio e Figos

Tenho ainda alguma fartura em frutos secos, frutos cristalizados e tal como algumas farinhas, resolvi inventar qualquer coisa: um pão de centeio com frutos secos e kéfir. Eis o resultado:

Pão Centeio

Ingredientes:
120 ml iogurte kefir
200 ml água
2 colheres sopa açúcar
1 colher chá sal fino
400 g farinha trigo
100 g farinha centeio
1 embalagem fermento padeiro
5 figos secos
5 ameixas secas
1/2 dúzia nozes

Preparação:
Colocar todos os ingredientes na cuba da MFP, começando pelos líquidos e depois as farinhas mas tendo a atenção de que o fermento é misturado com as farinhas. Os frutos secos cortados em pedacinhos, serão adicionados à massa quando a MFP apitar. Escolher o programa básico, tostar médio, 750g.

Servidos?

Adega Coop. Borba Reserva 2005 (Tinto)

Um dos grandes vinhos do Alentejo, o Adega Coop. Borba Reserva, também conhecido como Rótulo de Cortiça, é sem dúvida um excelente vinho, o qual pode ser consumido de imediato, como pode ficar a estagiar pelo menos 10 anos em garrafa. Este vinho não é lançado para o mercado todos os anos, mas apenas quando as uvas atingem uma qualidade de excelência, o que por sua vez, e obviamente, se reflecte no vinho.

Este, em particular, fez-nos companhia no jantar de passagem de ano, e sem dúvida, foi uma bela escolha.

Região: D.O.C. Alentejo

Castas: Aragonez, Tricadeira, Castelão e Alicante Bouschet

Produtor: Adega Cooperativa de Borba

Preço: Entre 7€ a 10€.

Álcool: 13,5%

Rótulo: Este vinho tinto RESERVA foi vinificado com as castas tradicionais da região – Aragonez, Tricadeira, Castelão e Alicante Bouschet, – estagiou em madeira de carvalho francês, tonéis de madeira exótica, e mais tarde na própria garrafa. Vinho com carácter nobre do Alentejo, de cor rubi com nuance acastanhada, com aroma rico e cheio de frutos em passa, compota e caramelo, é macio, com ligeira adstringência, equilibrado, de taninos suaves e aveludados, com corpo, onde se nota o carácter frutado e ligeira evolução, que se prolonga no final da prova.

Acompanha bem: Pratos de carne (caça, borrego). Servir a 17-18ºC.

Data de prova: 31.12.2009

Classificação Pessoal: 16,5

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Bolo Rei da Nacional versus Bolo Rei à Minha Maneira

Bolo Rei é coisa que nunca tinha feito mas é bolo que deveras aprecio, como quase todos os outros… Com MFP a ajudar-me e o interesse pela culinária desperto, resolvi então debruçar-me sobre esta receita da Nacional mas ao lê-la percebi logo que conseguiria melhorá-la e personalizá-la ao nosso gosto. Mas acabei por fazer o Bolo Rei da receita original e hoje fiz o Bolo Rei à minha maneira e deixei umas fotos a compará-los para os leitores decidirem escolher o melhor. Ambos os bolos foram feitos com os mesmos tempos e programas! Quanto ao sabor é praticamente o mesmo mas o segundo da minha autoria é bem mais fofinho…

Agora quanto ao Bolo Rei da Nacional, eis os ingredientes:
1 embalagem de Farinha Branca de Neve para Pão de Brioche
2dl de água fria
100g de frutos secos (pinhões, nozes, amêndoas) em pedaços
50g de passas
Raspa de 1 laranja
2 colheres de sopa de vinho do Porto/Brandy ( usei 1 de cada)
Frutas cristalizadas, amêndoas peladas inteiras e nozes para decorar.
1 ovo para pincelar
Mel ou geleia para pincelar
Açúcar em pó para decorar

Preparação
Coloquei a água na cuba da máquina e juntei o conteúdo da embalagem. Seleccione o programa “Amassar” e depois de terminar o programa, adicionei os frutos secos, as passas, o vinho do Porto/Brandy e a raspa da laranja. Programei novamente “ Amassar” e deixei uns 15 minutos a MFP a trabalhar.
Quando terminou, retirei a massa da cuba para uma superfície enfarinhada ( um tapete de silicone sobre o tabuleiro de ir ao forno) e formei o Bolo-rei. Coloquei o Bolo-Rei no forno a 50º a levedar por uns 30 minutos. Pincelei o bolo com o ovo, decorei com frutos secos e cristalizados e enfeitei com montinhos de açúcar em pó.
Levei ao forno pré aquecido a 180ºC., por cerca de 30 a 35 minutos. Retirei do forno e volte a pincelar com mel.

Eis o resultado:

Bolo Rei Nacional

Bolo Rei Nacional

Meus amigos da Nacional, a vossa farinha de Pão Brioche pouco cresceu, mesmo após 70 minutos a levedar. Aumentou apenas uns 50%, muito pouco para o preço que ela tem! É certo que podia meter mais um pouco de fermento, deixar mais tempo a levedar mas isso seria aldrabar a receita…

Quanto à segunda receita, eis os ingredientes:
200ml leite morno
2 ovos
2 colheres sopa vinho do Porto e/ou Brandy
80g açúcar
50g margarina
raspa de 1 laranja
500g farinha trigo
2 colheres chá fermento seco
50g passas
100 g frutos secos (nozes, amêndoas e pinhões)
frutas cristalizadas
açúcar em pó para polvilhar
Mel ou geleia para polvilhar

Preparação:
Meti o leite, os ovos mexidos ( mas reservei um pouco para pincelar no fim), o vinho do porto e brandy 1920 :) a margarina, o açúcar, a raspa da laranja, a farinha e o fermento, na cuba da MFP e selecionei o programa “Amassar” tal como fiz na receita acima. Ao terminar, adicionei os frutos secos e as frutas cristalizadas, programei novamente “ Amassar” e deixei uns 15 minutos a MFP a trabalhar.
Quando terminou, retirei a massa da cuba para uma superfície enfarinhada ( um tapete de silicone sobre o tabuleiro de ir ao forno) e formei o Bolo Rei. Coloquei o Bolo Rei no forno a 50º a levedar por uns 30 minutos. Pincelei o bolo com o ovo, decorei com frutos secos e frutos cristalizados e enfeitei com montinhos de açúcar em pó (caso não me esquecesse…).
Levei ao forno pré aquecido a 180ºC., por cerca de 30 a 35 minutos. Retirei do forno e volte a pincelar com mel.
O resultado foi este e dá para ver que me esqueci do açúcar em pó :(

Bolo Rei à Minha Maneira

Bolo Rei à Minha Maneira

O bolo ficou muito maior, bem mais fofinho, sabor quase idêntico e mais barato! Já estou encarregado de fazer outro para o dia 24 e a pastelaria onde costumava comprar o Bolo Rei todos os anos perdeu um cliente….

Servidos?

Pão de Alfarroba

Um dos pães que tinha de experimentar era o pão de alfarroba, uma farinha quase preta e cujo cheiro lembra vagamente o chocolate. Segui a receita dos Se7e Pecados e eis o resultado:

Pão alfarroba

Os ingredientes que usei:
350ml água
1 colher sopa óleo
1 colher sopa açúcar amarelo
1 colher chá sal
150g farinha Maisena
150g farinha trigo integral
200g farinha trigo T65
80g farinha alfarroba
2 colheres chá fermento em pó

Preparação:
Colocar todos os ingredientes na cuba da MFP seguindo a ordem acima indicada, programa básico, tostar a gosto.

O resultado é um pão escuro, o branco é apenas alguma farinha que polvilhei por cima no início da cozedura, um sabor muito característico à alfarroba que não agrada a muitos, fofo mas esfarela-se com alguma facilidade.

Pão alfarroba

Pão alfarroba

Servidos?