Retiro da Algodéia, Setúbal

Setúbal, cidade conhecida pela indústria que a envolve, pelo azul do rio Sado que a banha e pelo excelente peixe que nos oferece na mesa. Confesso que por mais duma vez dou lá um salto para dar um passeio e para desfrutar do famoso choco frito ou então pelo peixe grelhado no Retiro da Algodéia.

Este restaurante fica localizado junto ao estádio do Bonfim, situado numa antiga fábrica, julgo que de conservas, e como tal é um restaurante amplo, fresco e bastante agradável. Logo à entrada somos convidados a bebericar um moscatel de Setúbal para abrir o apetite o que se pode considerar que sabem como receber uma visita faminta.

Moscatel

No lado esquerdo da entrada estão os vários grelhadores e o muito peixe fresco em cabazes para nos saciar os desejos. Podemos e devemos dar uma visita a esse mostruário para sabermos o que há e o que nos cria mais água na boca, antes de nos irmos sentar a uma das centenas de mesas disponíveis.

Além do enorme espaço e da altura do tecto que nos chama à atenção, uma palmeira protegida por uma parede de vidro que sobe para além do telhado é nos surpreende naquele local.

Palmeira

Bom, indo à “vaca fria”, ou seja, aos pratos propriamente ditos, não tem muita ciência nem muita arte: peixe grelhado à escolha acompanhado por batatas cozidas com pele e salada ao gosto de cada um. A caldeirada é outra das escolhas muito procuradas, não sei se pelo excelente sabor se pela enorme quantidade que nos colocam à frente em cima da mesa. Para regar o peixe a escolha de vinhos é variada e mesmo o jarro de vinho branco fresco ou a sangria é uma delícia que até Baco adoraria provar.

O serviço é rápido, não há muita atenção para com o cliente, há que ser rápido, cordial, educado, nada de mimos, basta o bom peixe para nos mimar. Mas se quisermos ter a atenção de todos os presentes é só falar mal do Vitória…. 🙂

Vitória de Setubal

O Retiro da Algodéia fecha à segunda mas já o apanhei fechado a um sábado ao jantar, confirmem antes de lá ir, just in case…

Preços: €15-€20
Atendimento: Simpático mas rápido
Estilo: Típico português
Pratos: Peixe grelhado, caldeirada
Classificação pessoal: 7/10

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JP Private Selection 2007 (Tinto)

Ainda da minha recente visita a Azeitão, veio este vinho, o qual demonstrou ser uma boa aposta.

Região: Palmela DO

Castas: Castelão (periquita)

Produtor: Bacalhôa Vinhos de Portugal

Preço: 4 – 7 €

Álcool: 14,5%

Rótulo: Produzido a partir da casta Castelão nas vinhas velhas de alta densidade de plantação na região Do de Palmela. A sua vinificação clássica é seguida por um envelhecimento de cerca de 12 meses em pipas de carvalho. Após engarrafamento ainda estagia em garrafa na nossa cave.

Notas de prova: De cor rubi, no nariz apresenta aroma a frutos vermelhos e algumas notas de compota Na boca é encorpado e macio, sendo o final médio. Um vinho muito agradável e a voltar a degustar.

Acompanha bem: Perna de borrego. Servir a 16-18ºC.

Data de prova: 16.04.2011

Classificação Pessoal: 15

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Bétula 2009 (Branco)

Este vinho, desconhecido até ao momento para mim, vem da Quinta do Torgal, freguesia de Barrô, na fronteira entre o Douro e a região dos vinhos Verdes. Este vinho e o seu produtor passaram agora a estar no meu radar e ficarei atentamente à espera de novidades. Em média são produzidas 3.000 garrafas/ano.

Uma palavra de agradecimento à Catarina Montenegro Santos da Quinta do Torgal pelo interesse demonstrado em divulgar os seus vinhos no Blog Sabores e Paladares.

Região: Douro

Castas: Viognier e Sauvignon

Produtor: Quinta do Torgal

Preço: 12 – 15€

Álcool: 13,5%

Rótulo: Produzido no lugar do Torgal, no coração da freguesia de Barrô e na margem esquerda do rio Douro, o Bétula Branco é feito a partir das castas Viogner (50%) fermentando em barricas de carvalho francês e Sauvignon (50%) fermentado em inox a baixa temperatura. A vinificação foi efetuada na 3ª semana de Setembro.

Notas de prova: Cor citrina límpida, no nariz é elegante com aromas a vegetais, frutos tropicais e notas minerais, na boca é refrescante, intenso, com mais notas minerais e com a acidez no ponto certo. Final fresco e persistente. A combinação arrojada destas duas castas demonstrou ser uma aposta ganha, pois este branco é uma delicia para os sentidos.

Acompanha bem: Entradas, pratos de peixes gordos e carnes brancas. Servir a 12ºC.

Data de prova: 15.05.2011

Classificação Pessoal: 16.5

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Tellu’s 2008 (Tinto)

13/03/2011 1 comentário

Mais um vinho descoberto via El Corte Inglês, demonstrando ser uma bela surpresa.

Região: Douro DOC

Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Tinta Barroca

Produtor: Adega Mayor do Grupo Nabeiro

Preço: -€

Álcool: 13%

Rótulo: Resultante da combinação das castas tradicionais do Douro: Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Tinta Barroca, este vinho apresenta-nos aromas complexos, onde ressaltam os frutos vermelhos e maduros. Na prova sente-se bem a sua estrutura e o bom equilíbrio entre os taninos a acidez e a fruta.

Notas de prova: De cor rubi, no nariz apresenta um intenso a frutos vermelhos e algumas notas de especiarias. Na boca é elegante e muito equilibrado, sendo o final curto. Um vinho agradável e capaz de acompanhar vários tipos de prato.

Acompanha bem: Pratos de carne vermelha grelhada e queijos de pasta. Servir a 16-18ºC.

Data de prova: 12.02.2011

Classificação Pessoal: 15

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Vinha da Tapada 2005 (Tinto)

É um dos vinhos mais acessíveis da Herdade dos Coelheiros, mas com uma óptima relação qualidade/preço.

Região: Regional Alentejano

Castas: Aragonez, Trincadeira, Cabernet Sauvignon, Syrah e Castelão.

Produtor: Herdade dos Coelheiros

Preço: Entre 3€ a 5€.

Álcool: 13%

Rótulo: Factor de comunhão entre a humanidade, apreciar um bom vinho é sempre uma manifestação de cultura. A vinificação tradicional das castas Aragonez, Trincadeira, Cabernet Sauvignon, Syrah e Castelão conferem a este vinho tinto, de cor rubi intenso, aroma a frutos vermelhos, maduros compota, sabor redondo, bem equilibrado e complexo, com final frutado e persistente, após um breve estágio em cascos de carvalho francês.

Notas de prova: De cor rubi, no nariz apresenta um aroma a frutos vermelhos maduros. Na boca é macio, sendo o final  muito agradável.

Acompanha bem: Pratos de carne grelhadas e queijos. Servir a 15-17ºC.

Data de prova: 05.02.2011

Classificação Pessoal: 14

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Casa Nepalesa

Aproveitei a ida às avenidas novas para tratar duns afazeres e fui experimentar a Casa Nepalesa, restaurante já me recomendado pela comida, pelas instalações e por pertencer ao mesmo dono do Come Prima. Eis a entrada do restaurante que deixa logo qualquer um curioso com o que irá encontrar dentro:

Entrada

Somos recebidos com toda a delicadeza à entrada e educadamente encaminhados à mesa reservada. Tanta a cordialidade quanto aquela que somos brindados no fim à saída pelos colaboradores que se posicionam junto à porta de saída com as mãos juntas a agradecer a nossa visita. Gostei do pormenor, tal como as roupas típicas do Nepal que trajam.

Eis o salão, com o tecto em madeira e as paredes revestidas a pedra com algumas peças de estilo Nepalês a ornamentá-las:

Salao

Sempre com música calma para relaxar o ambiente o que é sempre agradável, já desagradável e muito é o fato de se poder fumar neste restaurante. Se para muitos isso até que seja bom e para outros seja lhes indiferente, para as crianças não o é e por isso desaconselho as famílias com crianças de irem a esse restaurante.

Somos brindados com uns petiscos deliciosos feitos no momento e que podem ser acompanhados com vários molhos, picantes, agridoces, doces. Só um senão, sabem a pouco… 🙂

entrada

O pão é de estilo indiano, mas aqui designa-se por “roti”, uma tentação! Optámos por vários pratos de base de frango, “Kukhura”, que deixámos sem vestígios de comida ao fim de poucos minutos. O arroz é servido em dose XL num balde de bronze, delicioso como eles tão bem sabem fazer. Mas outras variedades de pratos não faltam, tem especialidades com gambas, cabrito e, claro, excelentes pratos vegetarianos.

As sobremesas são aparentemente vulgares mas apenas de nome, aconselho a “Mithai ko thali” para duas pessoas por ser uma sobremesa tripla! São três sobremesas diferentes para experimentar e saborear:

sobremesa

Estão abertos todos dias, bom ambiente, boa comida, muita simpatia, e … fumadores.

Preços: €15-€20
Atendimento: Atenciosos e simpáticos
Estilo: Típico do Nepal
Pratos: Comida Nepalesa
Classificação pessoal: 7/10

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Workshop de Bolos Decorados


Embora não tenha publicado muito por aqui sobre as minhas experiências culinárias, cá as vou fazendo mas sem o sucesso que mereçam ser aqui publicadas. Entretanto fui desafiado pela minha esposa para um pequeno curso sobre decoração de bolos, mais corretamente um workshop no Istofaz-se, desafio esse que aceitei já que o saber não ocupa lugar. E ainda bem pois aprendi como enriquecer e embelezar um simples e vulgar bolo caseiro, valorizando-o pelo menos o triplo!
Deixo aqui umas fotos do workshop para picar a vossa curiosidade.

A matéria prima e as ferramentas:
Matéria prima e ferramentas

Cobrindo os bolos com pastas de açúcar coloridas:
Cobrindo os bolos

A minha esposa construindo um ursinho de peluche:
Criando um ursinho de peluche

A obra prima da minha esposa:
Obra prima da minha cara metade

A minha obra prima:
Minha obra prima

As obras primas acima mostradas acabam por não ser nada de especial, mas as técnicas foram aprendidas, muitas ideias foram absorvidas e a imaginação é o limite!
Aguardem pelos resultados!

São servidos???

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Vinhos – Acabe com os mitos!

Um artigo muito interessante da revista Wine sobre alguns mitos que persistem sobre o vinho.

Para ler aqui.

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Reserva do Comendador 2006 (Tinto)

10/12/2010 2 comentários

Excelente! É assim que este Reserva do Comendador merece ser logo adjectivado, uma vez que o prazer de o degustar é imediato.  É um vinho com assinatura do enólogo Paulo Laureano (que dispensa apresentações) e que demonstra que aposta do Comendador Rui Nabeiro na sua Adega Mayor é uma aposta ganha.

Região: Regional Alentejano

Castas: Trincadeira, Aragonez e Alicante Bouschet

Produtor: Adega Mayor do Grupo Nabeiro

Preço: Entre 15€ a 20€.

Álcool: 14,5%

Rótulo: Este Reserva esboçou-se a partir de uma cuidadosa selecção de uvas das castas Trincadeira, Aragonez e Alicante bouschet. Após um estagio de dezoito meses em barricas novas de carvalho francês, estagiou mais um ano em garrafa. O néctar obtido possui uma cor granada e liberta aromas intensos a ameixas, amoras silvestres e flores, harmoniosamente conjugadas com especiarias exóticas. Os taninos são redondos e na boca revela uma grande suavidade e elegância.

Notas de prova: De cor granada, no nariz apresenta um aroma intenso a frutos vermelhos e notas de especiarias. Na boca é encorpado, elegante e muito equilibrado, sendo o final prolongado e muito agradável. Qualquer pretexto é mais que suficiente para beber este vinho.. uma delicia.

Acompanha bem: Pratos de carne vermelha grelhada e queijos curados. Servir a 15-17ºC.

Data de prova: 01.12.2010

Classificação Pessoal: 17

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Vila Santa Syrah 2008 (Tinto)

07/12/2010 1 comentário

Da minha visita, no verão de 2009, à Quinta João Portugal Ramos em Estremoz ainda restava este néctar. Poderia (e devia) ter ficado mais uns tempos guardado, mas.. a tentação era grande e qualquer pretexto é bom.

Região: Regional Alentejano

Castas: Syrah.

Produtor: João Portugal Ramos

Preço: Entre 9€ a 12€.

Álcool: 14,5%

Rótulo: A concentração deste vinho é devida ao excelente estado de maturação das uvas da casta Syrah. Para melhor evidenciar as características da casta e a complexidade do vinho, foi estagiado em meias pipas novas de carvalho.

Notas de prova: Aroma rico, onde se destacam as especiarias. Na boca é envolvente e encorpado, sendo o final persistente e rico. Um prazer este vinho.

Acompanha bem: Pratos de carne vermelha grelhada e queijos. Servir a 16-18ºC.

Data de prova: 14.11.2010

Classificação Pessoal: 16

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